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DNS (Domain name system) serve para nos conectar a dispostivos na internet sem que a gente tenha que saber o seu respectivo endereço IP.

O DNS utiliza o UDP para comunicação, para não ficar aguardando conexões TCP. Além disso, o DNS nos devolve o respectivo IP do site que estivermos acessando.

Ex: O site do Google pode ter o IP "54.12.23.444", que se acessado diretamente entraríamos no site; No entanto, decorar os IPs de todos os sites que a gente queira acessar é impossível. Portanto, ao digitar o site "www.google.com", o DNS por sua vez nos devolve o IP.

Outras funções do DNS:

  • Host aliasing: Basicamente o apontamento de um domínio para o outro;
  • Mail server aliasing:
  • Load balacing: Balancear a carga entre os servers destino;

Hierarquia dos domínios:

Hierarquia de dominios

TLD (Top-Level Domain):

O TLD é a parte da direita do domínio. Por exemplo, em "google.com", o TLD é o ".com".

Há dois tipos de TLD: - gTLD (Generic Top Level Domain) - ccTLD (Country Code Top Level Domain)

Historicamente, o gTLD serve para indicar o propósito do domínio. Por exemplo .com, é para fins comerciais, .gov para fins governamentais, .edu para fins educacionais. Com o passar dos anos, a demanda dos sites aumentaram e surgiram outros tipos como .net, .online, .club, .biz e vários outros. Há uma lista completa aqui

O ccTLD é usado para o propósito geográfico. Por exemplo, .ca são sites do Canada, .br são sites do Brasil e assim por diante.

Second-Level Domain:

Ainda pegando o site do google.com como exemplo, o TLD é o .com, já o "google" é o Second-Level Domain. Quando vamos registrar um domínio, o Second-Level Domain é limitado até 63 caracteres + o TLD que pode usar a regra de a-z 0-9 e hífens (mas não pode começar ou terminar com hífens ou ter hífens consecutivos)

Subdomain:

O subdomain é a parte esquerda do Second-Level Domain. Por exemplo no nome "admin.google.com", o "admin" é o subdomain. O subdomain tem as mesmas regras de criação de nomenclatura.

É possível usar múltiplos subdomains, para criação de nomes mais longos. Por exemplo "jupiter.servers.admin.google.com", no entanto o tamanho máximo é de 253 caracteres ou menos. Não há um limite de subdomains para criação de um domain.


Record Types:

DNS não serve apenas para websites. Há múltiplos tipos de registros.

A Record

  • Associa um nome de domínio a um endereço IPv4.
  • Exemplo: www.exemplo.com → 192.168.1.10

AAAA Record

  • Similar ao A Record, mas aponta para um endereço IPv6.
  • Exemplo: www.exemplo.com → 2001:db8::!

CNAME Record

  • Cria um alias (apelido) para outro domínio.
  • Muito usado para subdomínios.
  • Exemplo: blog.exemplo.com → www.exemplo.com

MX Record

  • Define servidores de e-mail para o domínio.
  • Inclui prioridade: o servidor com número menor é tentado primeiro.
  • Exemplo: exemplo.com → mail1.exemplo.com (10)

TXT Record

  • Armazena informações de texto associadas ao domínio.
  • Muito usado para:
  • SPF (evitar spam forjado).
  • DKIM (assinatura de e-mails).
  • Verificações de domínio (Google, Microsoft, etc.).
  • Exemplo: exemplo.com → "v=spf1 include:_spf.google.com ~all"

PTR Record

  • Associa um endereço IPv4 a um nome de domínio .
  • Exemplo: 192.168.1.10 -> www.google.com

Usando comando host para parta prática

Consultar IPv4 e IPv6

host www.exemplo.com

Consultar MX Record

host -t MX google.com

Consultar TXT Record

host -t TXT google.com

Como funciona a requisição do DNS?

DNS request


Notas relacionadas: